Aqui há uns anos passou por cá um excelente programa de humor do Jo Soares, o "Planeta dos Homens" que continha uma crítica à situação económica do Brasil da altura, em que o actor dizia a dado passo, "Epa, estão mexendo no meu bolso". Foi precisamente do que me lembrei ao ver o boneco publicado no WeHaveKaosInTheGarden relativo às aleivosias do governo socretino que nos está a mexer sem qualquer pudor no bolso. Até quando???
O nosso inginheiro e primeiro-ministro Socrates foi anunciado numa cerimónia como José "Trocas-te". Inusitado mas bem dito pelo speaker,pois este sujeito anda sem rumo, a trocar-nos os passos e a conduzir-nos - cada vez mais - para um beco sem saída. É só ver o PEC... Vídeo retirado do JN de hoje.
Mariano Gonzalez tem sido uma espécie de patinho feio da equipa e com quem os sócios não simpatizam por aí além. No entanto sempre que é preciso tem sido de grande utilidade como no ano passado quando ficamos sem Lucho, é um dos capitães e sempre demonstrou um enorme profissionalismo, sua a camisola e é pau para toda a obra, joga onde o mandam (o que o prejudica), sem nunca refilar ou criar mau ambiente e de vez em quando proporciona bons momentos como os soberbos golos marcados ao Sporting e à Académica. Não será um jogador de deslumbrar mas sempre apreciei nele as características referidas e não será por acaso que o treinador confia nele. Como um mal nunca vem só, ao mau momento que estamos a atravessar juntou-se Mariano que se lesionou ontem com gravidade num joelho, fazendo rotura de ligamentos total. Mariano (como qualquer outro profissional) não o merecia. Só espero que tudo lhe corra bem e possa recuperar totalmente. Força Mariano Gonzalez.
Primeiro foi o jovem Leandro, agora foi um professor que não suportou o bullying. E quantos há que vão resistindo, humilhados e ofendidos, a comprimidos e com grandes depressões... Há que fazer uma reflexão muito séria e sobretudo tomar medidas efectivas e duras, muito duras.
Fica a notícia do "Público" sobre o caso do Professor:
"Na véspera das aulas com aquela turma, Luís ficava nervoso. Isolava-se no quarto e desejava que o amanhã não chegasse. Não queria voltar a ouvir que era um "careca", um "gordo" ou um "cão". Não queria que o burburinho constante do 9.º B e as atitudes provocatórias de alguns alunos continuassem a fazê-lo sentir aquela angústia. O peso no peito. O sufocante nó na garganta. Luís não era um aluno. Tinha 51 anos e era professor de Música na Escola Básica 2.3 de Fitares, em Rio de Mouro, Sintra. Era. Na semana antes do Carnaval, decidiu que não voltaria a ser enxovalhado. Pegou no carro e parou na Ponte 25 de Abril. Na manhã do dia 9 de Fevereiro, atirou-se ao rio."
Eu sei que há muito ignorante que se deve rir e interrogar como é possível alguém suicidar-se por não conseguir dar uma aula em condições, mas a esses fazia-lhes muito bem estarem um dia a leccionar certas turmas de Cef's ou PCA's por exemplo, que existem pelo País fora, para verem o que é bom para a tosse. Aos primeiros vinte minutos, fugiam a sete pés...
Hoje não estou com grande vontade de tratar bem os Ingleses depois da debacle do meu Clube em Londres com o Arsenal onde tudo correu mal. Rima e é verdade. Visitando o Castelo de Winsdor, não pude deixar de pensar em duas coisas ... 1 - o Tratado entre Portugal e Inglaterra em 1386, a mais antiga aliança diplomática ainda em vigor, selado com o casamento de D. João I e D. Filipa de Lencastre que se casaram na Sé do Porto e que gerou a "ínclita geração" com filhos ilustres como o Infante D. Henrique, também nascido no Porto e que nos lançou na epopeia das descobertas. Se o Tratado teve alguma coisa positiva para nós, teve também aspectos negativos pois contribuiu para um domínio e exploração dos Ingleses sobre Portugal, incluindo o ter sido ignorado com o Ultimato de 1890 devido às questões africanas, desacreditando o Rei Português aos olhos da população por ter capitulado - não poderia ter feito outra coisa - perante a ameaça inglesa e que esteve na origem da implantação da República e da criação de " A Portuguesa", o nosso actual hino desde 1910,música composta na altura para desancar nos britânicos que muito mal se deram na Cidade do Porto onde existia - e existe - uma grande quantidade de súbditos de sua Magestade. 2 - Também dei por mim a pensar no fausto em que vive a monarquia inglesa - Windsor é o seu Castelo de fim de semana - que no entanto utiliza bem a sua "marca" e com aquilo que cobra nos bilhetes permite a conservação dos seus edifícios e ganha algum. Só não sei se chega para suportar toda aquela gente ou se são os cidadãos, dos seus impostos, a sustentar a maralha real.Não sei mesmo.
E por falar em castelos, museus e afins, sendo que os privados são realmente caros, os museus públicos mais importantes são de borla permitindo ver magníficas pintura na National Gallery ou na Tate Modern, obras arqueológicas fundamentais como a Pedra de Roseta, ou os discutidos frisos do Partenon de Atenas no British Museum ou o acervo do Museu de História Natural. Um dia destes, para ir com os alunos a Lisboa, ao Pavilhão do Conhecimento, cada jovem teve de dispender 2,5 euros, mais a viagem. Isto é que é o verdadeiro serviço público português ao serviço da cultura.
Pronto, disse mal dos Bifes mas também assinalei alguns pontos positivos.
Por grande azar o acaso trocou-me as voltas fazendo com que a eliminatória da Champions entre o Porto e o Arsenal se tivesse realizado primeiro no Porto e precisamente quando eu estava em ... Londres pelo que ao menos vi a nossa vitória por 2-1 na TV, no quarto do Hotel. Ver o futebol em Inglaterra é fantástico e assim não pude desfrutar dessa experiência, ainda por cima com o meu Clube. No entanto, na manhã do jogo dei um salto a Stanford Bridge, o Estádio do Chelsea - que diabo, são azuis e ainda lá jogam antigos campeões europeus pelo FCP - e deparei-me com uma curiosa parede, bem aproveitada e que dá para tirar umas fotos engraçadas com a equipa principal, a defender um livre na barreira, no balneário com o treinador, etc, enfim, uma imaginativa, simples e entusiasmante forma de comunicação com os adeptos que devia fazer escola nos nossos Clubes. Aí se tiraram os retratos da praxe e mais à noite, quando nos dirigiamos para o Hotel já quase em cima da hora do jogo, os corredores da estação de metro de Russel Square ouviram alto e bom som os cânticos dos jovens Dragões que equipados a rigor com os cachecóis que orgulhosamente exibiram durante o dia, cantaram e incentivaram o Porto debaixo do olhar surpreso dos ingleses. Que amanhã em Londres o resultado seja de novo favorável e nos permita passar aos quartos de final.
Foi a segunda vez que fui a Greenwich, a segunda vez que apanhei uma molha das antigas, mas nem isso me tirou o gosto de lá ir e visitar de novo o Observatório onde se encontra o meridiano primo e os relógios magníficos de Harrison que numa vida dedicada a resolver o problema da longitude construiu quatro belas máquinas, a primeira das quais, o H1, veio em viagem até Lisboa e se revelava já muito fiável, até ao "salto tecnológico" do H4 que resolveu a questão. É sempre um fascínio ver estes relógios e imaginar a arte, paciência e preserverança deste Homem notável. Ir a Greenwich é ir também a uma localidade aprazível, tranquila e bonita, mesmo com chuva, com excelentes relvados e vistas interessantes para o Tamisa, um simpático mercado, bons pubs e bom ambiente. O que me deixou triste mesmo foi a impossibilidade de ver o Cutty Sark,veleiro fantástico que continua enfaixado e escondido, após a sua recuperação ter dado para o torto, muito danificado por um incêndio em 2007. Para compensar vou bebendo um Whisky de marca "Cutty Sark", 12 anos, oferecido pelo meu grande amigo Manel Luís, que sempre compensa essa mágoa e não deixa de ser um produto britânico. É assim quando se tem bons amigos.
Ir a Londres e não dar um salto a um musical no West End não é a mesma coisa, apesar do preço ser algo elevado. No entanto, com alguns truques e alguma sorte sempre se arranjam à ultima da hora nas agências, bilhetes mais baratos. Já levo uns sete musicais londrinos no meu curriculo e assumo que desta vez ia um pouco de pé atrás pois achava que o Fantasma da Ópera, há 24 anos em cena, seria algo pesado e apetecia-me uma história mais alegre. Preparei-me a preceito em Covent Garden, comendo um croissant e um ... Merlot Chauvignon que me soube pela vida, dirigi-me ao His Magesty Theater , com lotação esgotada, levei com um excelente musical, com magnífica cenografia e que não dava vontade de sair dali. Na realidade esta gente não brinca en serviço, sendo notáveis na forma como encontram efeitos surpreendentes com soluções aparentemente simples, muito bonitas mas muito eficazes. E o Fantasma lá passou para nº1 na minha preferência, seguido muito de perto pelo "We Wiil Rock You" com músicas dos Queen e que ainda está em cena.
É com pena que constato que as velhas cabines telefónicas londrinas, vermelhas e em madeira,cada vez são mais raras. Mas os anúncios com ofertas sexuais nas novas e incaracterísticas cabines, esses continuam às carradas,sendo decerto muito úteis, pois permitem resolver um qualquer assunto premente, porventura tirar alguém do sério para uma escapadinha, marcar para o número publicitado e depois dar uma desculpa para casa, tudo sem se correr o risco de escutas comprometedoras,o que hoje em dia é ouro. Mas resolvido este problema de privacidade, convém a quem se deixar cair na tentação não esquecer o uso do preservativo.
Às vezes damos por nós a fazer o que se pode chamar "silly things", mas com gosto... Foi o que fui fazer em peregrinação à passadeira da Abbey Road imortalizada pelos Beatles na capa do seu penúltimo album, "Abbey Road", gravado nos estúdios com o mesmo nome e que ficam ali mesmo ao lado. Ao chegar ao local, vi que não estava só tal era a profusão de outros basbaques imbuídos no mesmo espírito tirando uma foto para a posteridade, arriscando um atropelamento - sim, que os automobilistas não são de brincadeiras e ainda por cima olhamos sempre para o lado errado - no mesmo local do referido album. Depois manda a tradição, assinar os muros da Editora, tirar mais uma foto à sua porta e ir embora, satisfeitos e a trautear o "Come Together", "Oh!Darling" ou "Something" recordando bons tempos e alguns bailes marotos com as luzes apagadas ou quase... É capaz de ser algo silly mas que até foi engraçado, isso é verdade.
Entretanto vim depois a saber que os estúdios Abbey Road estavam à venda por dificuldades financeiras da editora EMI mas que o governo inglês os declarou prontamente património histórico o que demonstra bem como estas coisas são (bem) tratadas.Fosse por cá...
Confesso que uma das coisas que me dispõem bem em Inglaterra são as belas pernas das inglesas, exibidas mesmo no Inverno, acompanhadas de uma mini saia - obrigado Mary Quant - e de uns sapatos de tacão alto, o que, no meu entender, realça ainda mais a sua beleza. E pensar que no sec. XV existia por lá uma lei parlamentar em que "“Toda mulher que seduzir um homem para que ele se case com ela, utilizando-se de sapatos de salto alto ou outros artifícios será castigada com as penas de bruxaria” . Ainda bem que neste caso, o Mundo evoluiu.
Das várias vezes que estive em Londres não tinha ido ainda à casa onde Freu viveu o último ano da sua vida após ter saído de Viena por causa do nazismo. Fica situado em Hampstead,nos arredores, em Maresfield Gardens,20,rua com belas casas de tijolo e com jardins, num bairro sossegado e interessante onde apetece viver. Na Casa Museu pode-se ver, entre livros e colecções de arte antiga, o famoso divan - que fotografei indevidamente e levei por isso um responso - e a mesa de trabalho de Freud. No primeiro andar, o quarto da filha Anna que aí viveu até à sua morte nos anos 80, uma sala onde passam filmes sobre a família e uma sala de exposições, mais um retrato de Freud feito por Dali. Usufruir do espaço da própria casa é também uma bela sensação. É um local comtemplativo, se calhar algo desconhecido e onde se pode estar com tranquilidade, bem diferente dos outros museus mais badalados e pejados de gente. Vale bem a pena, não só pela personalidade em causa mas também pelo espaço. E se calhar, da maneira que as coisas andam, alguns dos figurões que cá temos não lhes ia nada mal fazerem um bocado de psicanálise.
Londres é uma cidade fantástica, que eu adoro, com uma diversidade de coisas para fazer muito interessantes a todos os níveis. Mas como não há bela sem senão,revela-se muito stressante no dia a dia, sempre com multidões no metro, nos museus, nas ruas, nos concertos, nas lojas, com gente a correr e pouco simpáticos para qualquer transeunte menos afoito que lhes barre o caminho, arriscando-se a levar com uns impropérios e uns bons empurrões. Então nas escadas rolantes do metro, não encostar à direita é a morte do artista mas está bem visto, pois não faz sentido ir tudo na conversa e a barrar o caminho a quem quer andar, como acontece invariávelmente nos nossos centros comerciais. No dia em que visitei - sabiamente antes das 10h - o Museu de História Natural, deparei-me ao sair com uma enorme multidão que para aí se dirigia e qual o meu espanto, as entradas no metro foram barradas por alguns minutos de forma a escoar toda a mole humana que em autênticos vómitos daí saía. E pela minha cabeça passou-me a imagem do crítico filme do Chaplin, "Os Tempos Modernos", em que a multidão se transformou em cabeças de gado. Feito nos anos 30, mas muito actual.
Numa altura em que a liberdade de expressão(ou falta dela)está na ordem do dia em Portugal, nada como aproveitar uma estadia em Londres para dar um salto ao belo e tranquilo Hyde Park e ao Speaker's Corner para ver gente que livremente e do alto de um escadote, um banco ou um caixote fala sem constrangimentos do que quer e lhe apetece, com maior ou menor assistência, a qual vai ouvindo e interpelando o orador com civismo e democracia. Um exemplo.
O Plantel do FC Porto reagiu à injustiça da Liga a soldo do clube do regime. O que não nos derruba torna-nos mais fortes. A hora é de união na família Portista. Como diz o Nuno, " NÓS SOMOS PORTO ". Vamos a eles... Força Porto.
Já se esperava que o pavão encarnado, presidente da comissão disciplinar da liga, condenasse Hulk e Sapunaru, que não estão isentos de culpa ao caírem que nem patos na ratoeira armada no túnel da luz pela escória benfiquista . Já o tinha feito desde início ao considerar erradamente, segundo alguns peritos em direito desportivo, os stewards como agentes desportivos a fim de sancionar estes jogadores com mão pesada, inadmissível e desproporcionada. Como não conseguiu nada com o teatro do apito final, veio de novo com estrondo fazer uma conferência de imprensa para dizer que é muito bom, faz tudo de forma legal e ainda é magnânimo, tratando bem o seu ego e agradando à voz do dono que "mete gente na liga e faz as coisas por outro lado". Conforme está à vista de todos, este é o ano do vale tudo para fazer de um clube(?) campeão senão vai à falência. (imagem retirada do Blog "Dragão Até à Morte").
Amanhã saio para Londres já a contextualizar a visita que aí farei em trabalho ao gravar no mp3 os Cure, os Colplay e os Clash ( London Calling). ... Surpresa ... vou directo do aeroporto Sá Carneiro a Londres ... sem antes ter que me deslocar à capital do império,perder tempo, dinheiro e prestar vassalagem. É uma coisa irritante a dar plena razão ao meu compadre que propõem que façamos boicote e se parta para qualquer lado de Vigo ou se utilizem as Low Coast como a Ryanair, companhia que me irá transportar. Nem sempre pode ser mas há que utilizar este meio de pressão o mais possível, boicotando a Portela,em lisboa. O Sá Carneiro é um fantástico aeroporto que deveria estar mais aproveitado, mas não convém ao centralismo de forma a provar que os delírios da construção de um novo, lá para as bandas de Alcochete, faz sentido. Então esvazia-se este caso de sucesso - mais um - no Norte do País.
Após a vergonha da armadilha do túnel da luz ainda mal explicada e com filmagens duvidosas, o pavão ricardo costa presidente encarnado da comissão disciplinar da Liga de Futebol, benfiquista assumido e não isento conforme o seu cargo exige, suspendeu preventivamente HULK e Sapunaru (que já deixou o FC Porto por empréstimo). A SUSPENSÃO DE HULK JÁ VAI EM ... 12 JOGOS!!!!!!!!!!!!! Decisões sobre o caso: zero!!!!!!!!!! Para mim é um caso de sequestro nítido de forma a prejudicar o Porto e deixar passar o andor abutre dando razão às sábias palavras do presidente benfiquista que anda "a fazer as coisas por outro lado" e para quem " mais que ter jogadores é importante dominar lugares na Liga". Não sou eu que afirmo!!!
In Oporto è più difficile vincere "Nella mia storia come allenatore c'è un pochino di tutto questo: ho sempre avuto bisogno di trovare squadre con un'empatia tra la storia del club e la mia personalità di allenatore. Decisi di allenare il Porto perchè, in Portogallo, Lisbona significa potere, capitale, Benfica e Sporting, mentre Oporto è 400 kilometri più a nord e lì è più difficile vincere. Le persone di Oporto sono note in Portogallo per la loro mentalità nella quale io sono riuscito a entrare e dalla quale ho cercato di estrapolare tutto quello che potevo per costruire una squadra e un club più forte, con una maggiore empatia tra giocatori, allenatore e società." José Mourinho a InterChannel
Plagiei esta parte da entrevista de Mourinho ao Blog que sigo, "Reflexão Portista" achando que não me levam a mal. Mas o seu conteúdo é muito importante e mostra à saciedade como são as coisas neste País vítima do centralismo lisboeta que tem de ser combatido até os políticos- os do Norte especialmente, boa parte traidores e vendidos aos encantos da capital e do seu poder - levarem a cabo a regionalização, bem feita, que tão necessária é de forma a acabar com esse eucalipto que seca todo o Portugal. Mourinho, com este discurso, demonstra-o de forma eloquente. E por isso, a nivel desportivo se pode afirmar, com toda a justiça, que campeonatos ganhos pelo FC Porto são espinhas encravadas nas gargantas centralistas e pelas dificuldades,armadilhas e vigarices que nos criam valem por dois ou três.